giovedì 5 aprile 2012

NÃO BUSQUES PARA LÁ

NÃO BUSQUES PARA LÁ

Não busques para lá.
O que é, és tu.
Está em ti.
Em tudo.
A gota esteve na nuvem.
Na seiva.
No sangue.
Na terra.
E no rio que se abriu no mar.
E no mar que se coalhou em mundo.
Tu tiveste um destino assim.
Faze-te à imagem do mar.
Dá-te à sede das praias
Dá-te à boca azul do céu
Mas foge de novo à terra.
Mas não toques nas estrelas.
Volve de novo a ti.
Retoma-te.

 Non cercare là.
Ciò che è, sei tu.
Sta in te.
In tutto.
La goccia è stata nella nuvola.
Nella linfa.
Nel sangue.
Nella terra.
E nel fiume che si è aperto nel mare.
E nel mare che si è coagulato in mondo.
Tu hai avuto un destino così.
Fatti a immagine del mare.
Datti alla sete delle spiagge.
Datti alla bocca azzurra del cielo.
Ma fuggi di nuovo a terra.
Ma non toccare le stelle.
Torna di nuovo a te.
Riprenditi.


(http://www.sguardomobile.it/spip.php?article152&var_recherche=cecilia%20meireles)
©Cecília Meireles    mercoledì 1 dicembre 2004, di Alice Micheli
In Cânticos, 1982

Construção



Estou construindo minha vida, tijolo por tijolo.
Um dia uma insatisfaçao, outro dia vontade de mudar
Uma manhã um sonho que perdura,
uma tarde a se esforçar.

Estou construindo minha vida, cimento por cimento.
Um dia desânimo, outro dia coragem
Uma manhã de longa caminhada pela margem
Uma tarde cheia de sentimento.

Construo minha vida, começando do zero
Um dia só malas, outro dia esperança
Uma manhã espero,
Uma tarde confiança.

Constuir é duro, é preciso ousar
todos os dias um novo sonho sonhar
Ter familia e amigos é fortuna para te impulsionar
e assim nesta contruçao não desanimar.



20-12-2010

A viagem de trem


A viagem de trem

Durante quase três meses, três vezes na semana pego o trem para poder ir ao curso de tradução. Gosto muito da viagem porque tem um percurso especial, pois o trem passa perto do mar e é lindo poder admirar a sua grandiosidade. Ver o sol refletir nas águas. O sentimento que resplandesce é a paz, é um momento único que usufruo para poder pensar na minha vida, no que foi e no que será dela. O futuro é uma coisa muito incerta, ás vezes nos assusta. Mas o mar me contagia com sua alegria, é inevitável não olhá-lo com o coração, tem todo o seu esplendor que me invade e me da esperanças.
Hoje o mar é tranquilo, o vejo da janela do trem, sua água é limpida, tranquila tem um sabor azul, é deserto, poucos são aqueles que no outono tentam capturá-lo em seus sonhos. As árvores que teimam em aparecer durante o percurso atrapalham a vê-lo, mas logo depois tudo se abre e vejo um pescador, solitário, concentrado, prepara o anzol para jogá-lo ao mar... Coisa pescará? Sonhos, esperanças, alegrias, um renascimento, uma mudança de vida, ninguém pode responder esta pergunta que pulsa junto ao coração, só o tempo e o percurso que segue o nosso trem da vida pode ser que um dia nos dará as respostas.
Este trajeto está para acabar e pegarei um outro rumo, um outro trem, com uma direção certa, entretanto com futuro incerto, porque muitas vezes se planeja, se sonha, entretanto as coisas não saem como eram idealizadas, porém o importante é que tenha não um feliz fim, mas um feliz caminho, um feliz presente.
Ah! O mar, estará sempre lá, mesmo que o trem mude de direção, outros mares virão e alegrarão o meu coração.

3/11/2010.

Eu Sou Tânia

Eu Sou Tânia,

Aquela que chora,
Que ás vezes quer voltar para casa,
Mas minha casa é aqui agora.
Sou aquela que sorrí, das boas lembranças,
Das comédias da vida,
Das amigas,
Dos amigos,
Dos suspiros.

Eu sou Tânia.

Mais uma como tantas, lutando pela vida,
Caindo e levantando,
Se mostrando ou se escondendo dentro de uma concha por medo de crescer,
De ser mais forte,
Mais feliz.

Eu sou Tânia
A filha amada de Deus,
Da minha família, que os guarda dentro do coraçao.
Sou da terra,
Das nuvens,
Do sol e corro do frio.
Sou uma alma em um corpo de mulher que aprende todos os dias a ser mulher,
Erra,
Acerta,
E conclui que a vida nem começou,
Porém se questiona:
O que fiz da vida,
O que tenho…

Sou Tânia

Aquela que se perde e se encontra nas poesias,
Nas flores,
Nas alegrias.
Sou aquela Tânia amiga,
A qual gosta de ajudar as pessoas, mas ás vezes perde as forças,
Se entristesse e quer voltar para casa.

Eu sou Tânia

Com o coração cheio de saudade que só quem mora longe sabe,
Compreende as angústias,
As incertezas
E diversas estradas de um viajante.

Eu sou Tânia

Aquela que escolheu o amor,
Acreditou no amor e que tem dias que me enche de luz,
De força,
Mas tem dias que o amor è só amor.

Sou Tânia

Eu,
Só eu ,
Tania
E não sei quem sou.
(29/02/2008)

JANELAS DA POESIA

Janelas da poesia


Decidi abrir um blog para divulgar algumas de minhas poesias e de amigos que queiram também participar e algumas traduções também. Mas também não me prenderei somente a poesia escrita, porém a artesanato, filmes... Gostaria de  interagir com meus amigos e pessoas as quais se interessem por estes assuntos.

Por que Janelas da Poesia? Porque atraves da janela você pode olhar para fora do seu quarto, sua sala, sua cozinha, do seu escritório, mas também pode imaginar o que tem por tras daquela janela. A janela pode ser vista de dentro para fora e vice-versa. Vejo a poesia dessa forma também, como algo que brota de dentro e que floresce fora, podendo ser analisada, discutida, ingerida amplamente e por isso janelas, no plural, porque a poesia é muito ampla, cada um a interpreta como lhe cabe, conforme suas experiências de vida, sua opinião, com base na representação da sociedade, cultura e época em que se vive.

Sejam bem-vindos! Benvenuti!